sábado, 2 de fevereiro de 2013

A CIDADE E OS BICHOS Na última crônica, falei da trágica dedicação de um cão a seu dono e posso ter deixado a impressão de que a humanidade é ingrata, maltrata os animais, ou não paga amor com amor. Não é isso. O que acontece é que o ambiente urbano foi afastando, aos poucos, o homem dos alados, quadrúpedes e bípedes, emplumados ou peludos, com os quais convivia. Sumiram não apenas do convívio, mas de vista. Meninos nunca viram um frango vivo, só o conhecem como um item das compras de supermercado; cabritos, cavalos, bois e burricos são seres da televisão, como os ETs. Para muitas crianças, bichos como coelho, gato e pica-pau são personagens falantes de desenho animado, geralmente histéricos, cujo comportamento e caráter nada têm a ver com os apresentados pelos animais de verdade. Capivaras e garças recusam-se a ser expulsas da cidade. Quando vim para São Paulo, descobriu-se uma enorme preguiça no Parque Trianon. Jacarés apareceram no Tietê. Aves peregrinas, como o falcão da Groenlândia, visitam a cidade. Bandos de jandaias fazem algazarra nas árvores de frutas dos Jardins. Há tempos falei de um pássaro que não conhecia, "cinza-esverdeado, pés e bico como os de um periquito, pequeno penacho espetado na cabeça, como o de um pavão", que se instalou algumas vezes na viga do 11º andar do prédio onde moro, para apreciar o pôr-do-sol junto comigo. Sumiu, mas recentemente desfiz o mistério ao ver um igual numa loja de rações da Vila Madalena: informaram-me que era uma calopsita, grande periquito nativo da Austrália. Por que ela estaria voando solta pelo bairro de Perdizes? Iguanas, cobras, furões, tartarugas vão-se tornando bichos de estimação na cidade de carentes. O cão é o preferido, e muitos são criados como pessoas da família, mas quem não pode ter um, por alguma razão, recorre a animais silenciosos. Gatos domésticos vão rareando, não se sabe por quê, e seus irmãos vadios encontram quem lhes dê iscas nos parques da cidade. Na metrópole atribulada existem muitos exemplos de afeição desinteressada. Todos conhecem um. Tenho um amigo que cria galinhas, poleiro cheio, e nunca teve coragem de comer nenhuma. Logo galinha, bicho que não troca nada com ninguém, não tem cabeça para isso. Uma professora de balé leva o cágado a passear na calçada, para tomar sol. Um veterinário criava no jardim de casa uns moluscos gigantescos, caracóis de quase 100 gramas. Foi ele quem recebeu de bom grado os três micos que um conhecido jornalista costumava levar emaranhados na própria cabeleira de estilo hippie, e dos quais desistiu quando trocou de namorada. Esse doutor recebe em casa bichos acidentados, e deles cuida pelo resto da vida. Quem vai querer um cachorro manco, um pássaro de asa quebrada, um gato cego? Só ele. E tem o caso da jovem gaúcha que, em cena sensacional, parou o trânsito na saída do túnel da Nove de Julho para salvar um cavalo que corria solto e apavorado de um lado para o outro, em meio a buzinas e freadas. Ela estacionou o carro na calçada e correu atrás do animal, para agarrá-lo; o cavalo mudava de rumo, quase enfartando. A moça não tinha com que segurá-lo, e os dois resvalavam nos carros na correria; motoristas gritavam olé, outros aplaudiam. Um caminhoneiro estendeu-lhe um pedaço de corda, com o qual ela improvisou um laço. Depois de quatro tentativas, laçou o bicho. Palmas e buzinaço. Irritada, ela abanou as mãos, pedindo silêncio. Conseguiu chegar perto do cavalo, falando com ele, murmurando, acalmando-o, logo acariciando-o, depois tirou a blusa, jogou-a sobre os olhos do animal e, só de sutiã, belíssima, conduziu-o docemente para a calçada. Ivan Ângelo

domingo, 24 de maio de 2009

Exercícios de fixação
1) Circule o sujeito e sublinhe o núcleo
a. O gato de pêlo branco dormiu no telhado.
b. Os meus dois irmãos são morenos.
c. Viver é bom.
d. Despreocupadas, as pessoas passeavam.
e. Não concordo com você.
f. ”Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar)

2) Classifique os sujeitos em simples ou compostos. Cuidado, o sujeito pode estar em ordem indireta!!!

a. Eu fiz o teste.
b. As doenças e as guerras ceifam milhares de vidas.
c. Agora só buscas as praias ardentes. (José de Alencar)
d. Pedro, eu passei no vestibular!!!!
e. Devido às fortes chuvas, os rios estavam cheios.
f. Também são meios de comunicação cartazes, filmes e fotografias.

3) Re-escreva as frases a seguir em seu caderno, substituindo o ASTERISCO (*) pelos verbos HAVER e EXISTIR, estabelecendo concordância com o sujeito quando for o caso.
g. A) * pessoas famosas na estréia do filme.
h. B) * viajado de carro até o sul do país.
i. C) * bons professores em nossas escolas.
j. D) * meses não tenho notícias dos dois.
4) Copie o texto a seguir e classifique o sujeito das frases sublinhadas.
Tempo perdido
Havia um tempo de cadeiras na calçada. Era um tempo em que havia mais estrelas. Tempo em que as crianças brincavam sob a clarabóia da lua. E o cachorro era um grande personagem. E também o relógio de parede! Ele não media o tempo simplesmente: ele meditava o tempo.
Mário Quintana. 80 anos de poesia.
Rio de Janeiro: Globo, 1986.

5) Sublinhe as preposições das frases abaixo.
a. Nada mais há entre mim e você.
b. Estou com vontade de sair e assistir a um bom filme.
c. As Associações de Bairro discutiram, em conjunto, sobre a instalação de novos postos de saúde.
d. Desde sua volta não fiz nada.
e. Nada fiz por ele.

7) Em seu caderno elabore uma frase para cada preposição.
DE - EM - CONTRA- A - COM - PARA -
8) Informe a relação estabelecida pela preposição sublinhada.
( companhia – finalidade – meio – destino – instrumento – assunto – posse – matéria – preço – oposição - conteúdo – autoria – lugar)

1. Falamos sobre política.
2. O copo estava cheio de vinho tinto.
3. Elza estava com suas amigas na sorveteria.
4. Faz-se pão com farinha de milho nesta padaria.
5.Viajamos de avião.
6. Meus amigos foram para a Suécia.
7. Comprei este livro por seis reais.
8. Ganhei um anel de ouro.
9. Nunca escreva seus trabalhos a lápis.
10. Apanhou de chinelo.
11. Voltou para ficar.
12. Pagou em cheque.


9) Transforme as frases conforme o modelo.

MODELO:
Pedro fez as provas. Pedro está confiante.

Resposta: Pedro fez as provas confiante.

A) Os atletas chegaram. Os atletas estão cansados.
B) O aluno saiu. O aluno está preocupado.
C) Considero você. Você é inteligente.

10) Reconheça os sujeitos.
(SIMPLES/COMPOSTO/ INDETERMINADO/OCULTO)

A) O médico trancou-se no consultório.
B) Aqui se assiste a bons filmes.
C) Viajarei amanhã.
D) Apagaram o quadro.
E) Jornais e revistas publicaram o aniversário do CMPA.

11) Identifique o sujeito da mensagem abaixo e classifique-o

Não sabe arrumar amigos? Se ferrou... Vai ter que me aturar pelo resto da vida!






12) Em “Iracema, a virgem dos lábios de mel”, o termo grifado é:

a) Sujeito Simples Claro.
b) Sujeito Indeterminado.
c) Sujeito Simples Oculto.
d) Sujeito Inexistente.

OBJETO DIRETO E INDIRETO

OBJETO DIRETO E OBJETO INDIRETO

O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o sentido dos verbos transitivos.

Objeto direto

- vem sempre associado a um verbo transitivo;
- liga-se ao verbo sem preposição, exigida por este;
- indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação verbal.

Ex.: Maria vendia doces.
sujeito v.trans. direto obj.direto
As crianças esperavam os pais.
sujeito v. trans.direto obj.direto

Objeto direto preposicionado

O objeto direto pode vir precedido de preposição: é chamado objeto direto preposicionado. Tal preposição ocorre por razões várias e não pela exigência obrigatória do verbo.

Ex.: Estimo aos meus colegas. ( estimar: verbo transitivo direto, a preposição surge como um recurso enfático e não porque o verbo a exija.)

Objeto indireto

- vem sempre associado a verbo transitivo;
- liga-se ao verbo através de preposição exigida por este;
- indica o paciente ou o destinatário da ação verbal.

Ex.: Davi gosta de música.
sujeito v.trans. indireto obj.indireto

A professora não confia em seus alunos.
sujeito v.trans. indireto obj.indireto


Núcleo do objeto

O núcleo do objeto é representado por um substantivo (ou palavra com valor de substantivo).

a) substantivo: Ana comprou chocolate.
sujeito v. trans. direto obj.direto

b) pronome substantivo: O chefe confia em nós.
sujeito v. trans.indireto obj.indireto


c) palavra substantivada: Ele esperava um tchau.
sujeito v. trans.direto obj. direto

O objeto pode ser constituído por pronome oblíquo:

- os pronomes o, a, os, as atuam como objeto direto.
v.trans.direto
Ex.: O pai deixou-as na escola.
obj.direto

- os pronomes lhe, lhes atuam como objeto indireto.
v.trans.indireto
Ex.: A notícia interessava-lhes.
obj.indireto

Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos podem atuar como objetos diretos ou indiretos, de acordo com a transitividade verbal.

v.trans.direto
Ex.: Elegeram-me representante da classe.
obj.direto
v. trans. direto e indireto
Mostraram-nos um mundo inacreditável.
obj.indireto obj.direto

PREDICATIVO

Predicativo , na análise sintática, é o termo ou expressão que complementa o objeto direto ou o objeto indireto, conferindo-lhes um atributo. O predicativo somente aparece em predicado nominal ou verbo-nominal pois é complemento do verbo de ligação. A formação do predicativo do objeto é feita através de um substantivo ou um adjetivo. Há duas classificações para o predicativo, predicativo do sujeito e predicativo do objeto.

Ex.: As crianças são sapecas.
Os adultos consideram as crianças sapecas .

# O termo que indica uma qualidade ou um estado do sujeito ou do objeto direto ou do objeto indireto.

# No predicado nominal sempre existe predicativo do sujeito.

# No predicado verbo-nominal, sempre existe predicativo do sujeito ou do objeto direto o do objeto indireto.

Exemplos: Ele está triste .
Predicativo do sujeito: triste.

Os alunos são inteligentes.
Predicativo do sujeito: inteligente.

O trem chegou quebrado.
Predicativo do sujeito: quebrado

Nomeei José o meu secretário.
Predicativo do objeto direto: o meu secretário .

Chamei-lhe de ladrão.
Predicativo do objeto indireto: ladrão.

O PREDICATIVO PODE SER:

a) do sujeito.
b) do objeto direto
c) do objeto indireto

Observação:

1 - No predicado nominal, o predicativo é o termo mais importante no que se refere ao predicado.

2 - Com o verbo chamar pode aparecer um predicativo referente o objeto indireto e ao objeto direto

3 - Só existe predicativo do objeto indireto com o verbo chamar.
4 - O predicativo do objeto direto ou do objeto indireto "pode" aparecer precedido de preposição.

PREDICATIVO DO OBJETO

O predicativo do objeto nos informa alguma coisa a respeito do objeto (complemento do verbo).

Ex: Joana comprou flores perfumadas.

COMPROU= verbo transitivo direto.
FLORES= objeto direto.
PERFUMADAS= informa algo de novo a respeito do objeto. Nos informa que as flores compradas são perfumadas. É uma característica do objeto. Logo, "perfumadas" é o predicativo do objeto direto.

Todas as classes gramaticais podem exercer a função de predicativo ( do sujeito ou o objeto), exceto:

1-artigo
2-preposição
3-conjunção
4-interjeição

MAIS EXEMPLOS:

Maria comprou um livro caro.
O dono da loja nomeou a funcionária gerente.

caro e gerente são predicativos do objeto.

comprou= verbo transitivo direto.
um livro= objeto direto.
caro= predicativo do objeto direto.

nomeou= VTD
a funcionária=OD
gerente= POD

Note que os pred. acima qualificam os objetos diretos. Há apenas 1 caso em que o predicativo se refere ao objeto indireto:

-com o verbo chamar no sentido de "nomear algo ou alguém".
Ex: Chamei-lhe de boboca.

lhe= objeto indireto
de boboca= pred. do objeto indireto.

Predicado Verbo-Nominal
É o tipo de Predicado que tem dois núcleos, ou seja, um verbo (transitivo ou intransitivo), e um nome (predicativo).

Exemplos:
JOSÉ CHEGOU CANSADO
SUJEITO PRED. VERB. NOMINAL

Dicas:
- Atente ao verbo de ação e ao adjetivo na frase.
- O adjetivo tem que se referir ao sujeito ou ao objeto.
- O verbo de ligação estará sempre implícito.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

o uso dos porques

Empregue adequadamente porquê, por que, por quê, porque.


Por que = por que motivo
= por qual
= pelo (a) qual


Por quê = por que motivo ( no final de frase)

porque = pois(explicações ou causa)
= nas respostas

Porquê (substantivo) = o motivo a razão)


01. Não sabes_________?
02. Não sabes o _________da dúvida
03. Foi tragado pelas águas _________ não sabia nadar.
04. Sabes _________caminhos deves andar.
05. Fostes com eles _________
06. _________ viajaste?
07. _________ choras ?
08. É nobre a causa _________lutava.
10. Quem poderá conhecer o _________ das coisas?
11. Pergunto _________ razão viestes tarde.
12. O professor perguntou _________ razão viera ontem.
13. A diretora quis saber _________ meu irmão se atrasara.
14. O futuro _________ anseias está próximo.
15. Seremos punidos _________ transgredimos a lei.
16. Eu, _________tive medo, não participei.
17. Ninguém o atendia _________ exigia soluções impossíveis.
18. _________ não me visitaste mais?
19. Tu me delataste _________?
20. _________ me abandonaste?
21. Não fui à aula _________chovia.
22. Deve haver um _________ para o seu gesto.
23. Gostaria de conhecer o _________ de tudo isso.
24. Não sei _________ não houve o curso.

Preencha as lacunas adequadamente, usando a, à, ou há.

= para
= artigo definido
A = tempo futuro
= substituindo “ela”


Á =PARA A

HÁ = existe (m)
Tempo passado “ela”


25. _________pouco saímos do zoológico.
26. Daqui _________ pouco saímos do zoológico.
27. Encontrei _________ no parque.
28. A cidade fica _________ poucos quilômetros daqui.
29. Daqui _________ pouco haverá novas provas.
30. De hoje três dias sairão os resultados.
31. _________ cerca de vinte pessoas _________ espera.
32. _________ sempre descontentes da vida.
33. Daqui_________ tempos haverá novos cursos.
34. De hoje _________ três dias sairá publicada a concorrência.
35. Está na cidade _________ três dias, aproximadamente.
Exercícios para cérebros enferrujados, mas bons demais!!!

Consegues encontrar 2 letras B abaixo? Não desistas senão o teu desejo não se realizará...
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRBRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRBRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR

Uma vez que encontrares os B Encontra o
1
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIII1IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

Uma vez o 1 encontrado. Encontra o 6

9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999699999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999

Uma vez o 6 encontrado ...... Encontra o N (É díficil!)

MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMNMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM

Uma vez o N encontrado... Encontra o Q..

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOQOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Agora não deixe de ler...

De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.
Sohw de bloa.

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito. 35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
F1QU3 COM D3U5!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Exercicíos sobre advérbios

Aprendemos em nossas aulas que: os advérbios se relacionam ao verbo, e que eles são palavras que expressam circunstâncias do processo verbal, podendo assim, ser classificados como determinantes.

1. Leia as palavras abaixo, depois as empregue nas frases:

por cima - devagar - depressa - de repente - por isso a)....................... uma bola atingiu o cenário e o derrubou. b) Bem...........................o povo começou a se retirar. c) O rei descobriu a verdade,..........................ficou irritado. d) Faça sua tarefa.................. para podermos ir ao dentista. e) .............. de sua vestimenta real, o rei usava um manto.

2. Passe para o plural:

a) Ele não crê naquilo que não vê.
R.
b) Ele não tem licença para entrar no clube.
R.
c) O fiscal vem amanhã.
R.
d) Ela não crê na bondade do distinto.
R.
e) Quero que você dê licença para ele.
R

3. Preste atenção na explicação:

MAU - adjetivo - contrário de BOM
mau comportamento mau caráter.
Ex. O menino teve um mau comportamento na escola.

MAL - advérbio - contrário de BEM
mal-educado mal orientado
Ex. É um menino mal-educado .

Use mal ou mau:
a) Caiu de..................jeito.
b) Antes só do que ...............acompanhado
c) Calção..........................feito.
d) Não leves a .............o que o fiscal disse.
e) Que fiscal................-educado.
f) Não lhes dês....................conselho!
g) Um ....................colega procede................e é ..............amigo.
h) O caso está .................... contado.
i) Ele .................sabe o que o espera.
j) Pratique o bem e evite o ......................... .

4. Complete as frases com os advérbios e locuções adverbiais:

realmente / onde / em breve/ não/ às escuras/ muito/ inesperadamente / talvez / entretanto

a) Eles ---------------------reconhecem o caminho.
b) -----------------,a cidade ficou-----------------.
c) Os teus amigos são----------------------divertidos.
d) Tem sido um ano------------------------proveitoso.
e) ----------------------consiga arranja-te a estante.
f) ---------------------- vou viajar.
g) Prepare o lanche que eu----------------------- vou a frutaria comprar maças.
h) --------------------esta o meu livro.

5. Preencha os seguintes quadros utilizando os advérbios do exercício anterior.

Advérbios

tempo:
interrogativo:
afirmação:
negação:
modo:
dúvida:
intensidade/ quantidade:


Locuções adverbiais:



6. Escreva os antônimos dos seguintes advérbios:

a) tarde ----------------- g) longe -----------------
b) acima ----------------- h) depressa---------------
c) nunca---------------- i) dentro------------------
d) mal------------------ j) antes-------------------
e) cá------------------- l) inclusivamente-----------
f) muito --------------- k) não ---------------------
Aula 1 / : A INTRODUÇÃO DE UM TEXTO É A PARTE QUE SE DESTINA A ABRIR O ASSUNTO, NUMA ESPÉCIE DE CONVITE À REFLEXÃO




Diferentes maneiras de elaborar uma introdução:

● Apresentação da questão a ser tratada.
● Um questionamento ou uma seqüência de questionamentos.
● Uma narração
● Referência a fato(s) histórico(s).
● Referência a uma música, um filme, um poema, um provérbio.
● Citação direta/ citação indireta.
● Definição.
● Gradação.
● Um exemplo.
● Como uma comparação.
● Contestação de um ponto de vista (refutação).
● Oposição.
● Descrição.
● Uma afirmação.

Diferentes maneiras de se elaborar uma introdução

I– A introdução deve apresentar diretamente ou indiretamente o tema.
II– “O parágrafo é uma unidade de composição por um ou mais períodos, em que se desenvolve determinada idéia central, ou nuclear a que se agregam outras, secundárias, intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente decorrentes dela”. (othon M. Garcia).

III– Numa introdução é aconselhável mostrar porque o tema merece atenção, justificando com dados concretos, exemplos reais do dia a dia, podendo ser abordado por meio de definições, de citações, de perguntas, de oposição de recursos que mais facilitem a introdução daquilo que se quer dizer.
IV– A introdução deve ser a isca que se mostra fascinante para atrair e pegar. Seduzir os receptores no ponto de partida, para viajarem juntos em toda a exposição. Para prender é preciso despertar. E despertar, sobretudo uma impressão favorável.


Exemplos:

a) Com uma afirmação geral sobre o assunto:
A tecnologia avança rapidamente, mudando a vida das pessoas, originando uma nova sociedade, um novo tempo. É o tipo de introdução que apenas constata o que todos já sabem. Não polemiza, nada defende. Nesse caso a discussão se concretizaria no desenvolvimento.

b) Com uma consideração histórico-filosófica:
O homem sempre se preocupou com sua capacidade de realização de trabalhos mentais, criando, ao longo da história, vários dispositivos para isso. Das tábuas de madeira utilizadas por gregos e romanos em cálculos aritméticos, passando por inúmeras ferramentas que facilitaram o processamento de conhecimentos, chegou ao computador, capaz de comandar um fluxo de informações antes inimagináveis.
Embora também não polemize, essa introdução ultrapassa o senso comum da anterior, já revelando uma visão mais abrangente ao inserir o tema num contexto maior, não apenas constatando sua existência, mas, sobretudo, localizando-o no processo da história. Existe aí o embrião de uma tese a ser desenvolvida na seqüência do texto.

c) Com uma ou mais questionamentos:
O que fará o homem em meio a tanta tecnologia? A automação lhe dará mais tempo livre para quê? Afinal, não é o trabalho que enobrece o homem?
Questionamentos assim explícitos instigam o leitor a buscar, ao longo do texto, senão as respostas propriamente ditas, pelo menos argumentos que as elucidem. Percebe-se nesse tipo de pergunta a delimitação do tema em torno da questão tempo / tecnologia / trabalho.

d) Com uma narração:
Minha vizinha foi salva por um médico virtual. Ele a consultou por uma tela de televisão, enquanto era removida por uma ambulância a um hospital. Em seu consultório recebeu todas as informações necessárias para que se realizasse uma intervenção salvadora. É a tecnologia a serviço da vida.
Trata-se de uma pequena história, que prende a atenção e consegue encaminhar o leitor para uma posterior reflexão sobre as vantagens advindas da tecnologia.
e) Com uma citação:
“Os principais progressos da civilização são processos que quase arruínam as sociedades em que ocorrem.” Essa afirmação de Alfred Whiteheard pode ser ratificada neste momento em que se assiste a tamanho caos de uma sociedade tão moderna e informatizada.
(FONTE: REDAÇÃO – PALAVRA E ARTE – MARINA FERREIRA & TANIA PELEGRINI)

PROPOSTA: A gripe suína
Leia o poema e circule os advébios que nele aparecem:
A Festa dos Advérbios
Na festa dos advérbios apareceu a magia ,
Que transformou a alegria em poesia !
O talvez dançou com o lá ...
Na música de um sabiá !
O longe se encontrou com o perto ...
Num ritmo bonito e certo !
O cedo brincou com o tarde ...
Sem nenhum tipo de alarde !
O muito bailou com o pouco ...
De um jeito muito louco !
O não se escondeu do sim ...
Atrás da cortina de cetim !
Na festa dos advérbios apareceu a magia ,
Que transformou a alegria em poesia !
O hoje e o amanhã ...
Dividiram a mesma torta de maçã !
O nunca abraçou o sempre ...
Numa valsa contente !
O depois dividiu com o agora ...
A mesma torta de amora !
Na festa dos advérbios apareceu a magia ,
Que transformou a alegria em poesia .
Luciana do Rocio Mallon .

EXERCÍCIOS SOBRE VOZES DO VERBO

EXERCÍCIOS
Marque: A = voz ativa - B = voz passiva analítica - C = voz passiva sintética D = voz reflexiva

1. ( ) A geada queimou os cafezais.
2. ( ) A criança queimou-se com o fogo.
3. ( ) Benzer-se-ão os nenéns.
4. ( ) Ele foi encontrado por mim.
5. ( ) Penteou-se os cabelos.
6. ( ) E os dois olharam-se por longo tempo.
7. ( ) Zezinho feriu-se levemente com a faca.
8. ( ) Priscila admirou-se diante do espelho.
9. ( ) Os jogadores cumprimentaram-se.
10. ( ) Foram derretidas as jóias.
11. ( ) As flores são regadas pelo jardineiro.
12. ( ) O rapaz se machucou.
13. ( ) Admirava-se a Deus.
14. ( ) Amava-se a todos.
15. ( ) Os carros entrechocaram-se.
16. ( ) Eu me lavo todos os dias.
17. ( ) Sofia deixou-se estar à porta da casa.
18. ( ) Precisa-se de operários especializados.
19. ( ) Dá-se terra a quem quiser.
20. ( ) O sol se erguia no horizonte.
21. ( ) Prenderam-se os ladrões.
22. ( ) Dulce foi traída pelos gestos.
23. ( ) Escreveu-se o livro.
24. ( ) O neném foi envolvido em panos limpos.
25. ( ) Maneco se envolvia em brigas e arruaças.
26. ( ) Nós nos afastaremos imediatamente.
27. ( ) Cercaram-se os ladrões.
28. ( ) O livro foi escrito por mim.
29. ( ) Nós derrotamos o adversário.
30. ( ) Põem-se as flores nos vasos da varanda.
31. ( ) Tinha-se enviado um convite ao ministro.
32. ( ) Não se vendiam apartamentos.
33. ( ) Cabelos foram arrancados.
34. ( ) Que osso duro de roer!
35. ( ) Ela é uma moça difícil de convencer.
36. ( ) O papa seria visto na rua.
37. ( ) Ver-se-ia o Papa na rua.
38. ( ) Matam-se animais nas ruas.
39. ( ) Puseram-se as frutas na geladeira.
40. ( ) Tudo foi transformado em pó.
41. ( ) Transformou-se tudo em cinzas.
42. ( ) Aguinaldo se benzeu várias vezes.
43. ( ) Manuel se queixou do frio.
44. ( ) O menino cortou-se com o vidro.
45. ( ) Pessoas são suicidadas nas madrugadas.
46. ( ) Consertam-se aparelhos elétricos.
47. ( ) Rodrigo sentiu-se erguido dos fardos.
48. ( ) Tu jamais te preparaste para a tragédia.
49. ( ) O público vaiaria o cantor.
50. ( ) Analisar-se-ão os trabalhos esta manhã.
51. ( ) Reformam-se roupas.
52. ( ) Deram-se as mãos e caminharam juntos.
53. ( ) Os torcedores insultavam-se.
54. ( ) Estava-se feliz com o resultado da prova.
55. ( ) O ladrão foi perdoado pela justiça.
56. ( ) Arrombaram a casa da esquina.
57. ( ) Arrombou-se a casa da esquina.
58. ( ) Enviaram um belo presente ao vencedor.
59. ( ) O regulamento será obedecido por nós.
60. ( ) Sua filha não se penteia para os homens.
61. ( ) Encerram-se hoje as inscrições.
62. ( ) Elas podem chegar ainda hoje.

VOZES DO VERBO

Vozes do verbo

Entre os tipos de sujeito, destacam-se ainda os sujeitos agente e paciente, identificáveis pela voz do verbo.

Voz é a forma como se apresenta a ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito. Essa relação pode ser de atividade (o sujeito pratica a ação expressa pela voz do verbo), de passividade (o sujeito sofre a ação expressa pela voz do verbo) ou de atividade e passividade ao mesmo tempo.

Voz ativa

Ocorre quando a ação expressa pelo verbo é praticada pelo sujeito:

Ex.: Aquele jovem optou por Medicina.
Sujeito agente voz ativa

Voz passiva

Ocorre quando a ação expressa pelo verbo é recebida pelo sujeito:

Ex.: A carta de solicitação foi digitada pela secretária.
Sujeito paciente voz passiva

Como nessa oração o sujeito é paciente, o termo que indica quem exerce a ação verbal (aquele que age) – pela secretária – é o agente da passiva.

Agente da passiva é o termo da oração que, na voz passiva, designa o ser que pratica a ação recebida pelo sujeito.

Esse termo é sempre introduzido pelas preposições por (ou per) e de. Veja outro exemplo:

Aquela faixa de terra foi desapropriada pelo governo federal.
Sujeito paciente voz passiva agente da passiva



Morfossintaxe do agente da passiva
O agente da passiva pode se representado por um substantivo ou uma palavra substantivada, pronome ou numeral.

A voz passiva pode ser:

¨ Analítica: formada pelos verbos ser ou estar + particípio do verbo principal + agente da passiva:

Os edifícios arrojados foram construídos por uma empresa multinacional
Sujeito paciente v. auxiliar + particípio agente da passiva

¨ Sintética: formada por verbo transitivo direto na 3ª pessoa + se (pronome apassivador ou partícula apassivadora) + sujeito paciente:

Construíram-se edifícios arrojados.
Verbo + partícula sujeito paciente
apassivadora

Transformações na mudança da voz ativa para a voz passiva

Voz ativa

O sapateiro conserta sapatos femininos.
Sujeito agente OD
Voz passiva analítica

Sapatos femininos são consertados pelo sapateiro
Sujeito paciente agente da passiva
Voz passiva sintética

Consertam –se sapatos femininos
Pronome sujeito paciente
apassivador

Você deve Ter observado que:
¨ O objeto direto da voz ativa passa a sujeito da voz passiva analítica;
¨ O tempo do verbo principal (no caso, conserta, presente do indicativa) é transferido para o verbo auxiliar ser (são), ao passo que o principal vai para o particípio (consertados);
¨ O verbo no particípio concorda com o sujeito em gênero e número;
¨ A preposição por (ou per) se junta ao sujeito da voz ativa para formar o agente da passiva;
¨ O sujeito é paciente tanto na voz passiva analítica quanto na voz passiva sintética;
¨ Na voz passiva sintética nunca há agente da passiva.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Interpretação de filme

"Hoje assistimos ao filme Lucas um intruso no formigueiro".



Responda as questôes sobre o filme:



1) Que vantagem há em se trabalhar em equipe?


2) Por que as formigas resolveram capiturar Lucas? Qual era a intenção?


3) Ao ser capiturado pelas formigas Lucas experimentou diversos sentimentos. Cite alguns.


4) Afrase " porque sou grande e você é pequeno" despertou em Lucas um sentimento. Descreva que sentimento é esse?


5) Que mensagem o filme nos passa?
6) Em nossa sala de aula precisamos realizar algumas mudanças, para começarmos a aprender a trabalhar em equipe. Cite algumas.
7) Ilustre uma cena do filme que você mais gostou.
Classificação de sólidos e geométricos

1. A palavra poliedro significa muitas faces. Chamaremos de poliedros os sólidos geométricos que têm todas as faces planas. Observe alguns poliedros:









a) Quantas faces tem o octaedro?______ E o prisma de base hexagonal?______ Porque este prisma se chama hexagonal?
________________________________________________________________________________________


b)Os poliedros rolam? Por quê?
________________________________________________________________________________________


c) Observe alguns desenhos de corpos redondos. Eles possuem partes curvas, arredondadas. Qual é a diferença entre um poliedro e um corpo redondo?
_______________________________________________________________________________________________________________________________
Elementos de um poliedro:











Criaturas únicas

Criaturas únicas





Um jovem procurou seu professor porque se sentia inútil. Achava-se lerdo, não conseguia fazer nada bem. Desejava saber como poderia melhorar e o que devia fazer para que o valorizassem.
O professor, sem olhá-lo, lhe disse:
- Sinto muito, mas antes de resolver o seu problema preciso resolver o meu próprio. Talvez você possa me ajudar. Tirou um anel que usava no dedo pequeno e o entregou ao rapaz, recomendando-lhe:
- Vá até o mercado. Preciso vender esse anel porque tenho de pagar uma dívida. É preciso que você consiga por ele o máximo, mas não aceite menos do que uma moeda de ouro.
O rapaz pegou o anel e foi oferecê-lo aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, mas, quando ele dizia quanto pretendia, desistiam.
Quando lê mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem ao menos olhar para ele. Somente um velhinho muito amável lhe explicou que uma moeda de ouro era muito valiosa para aquele anel.
Abatido pelo fracasso, o rapaz retornou à presença do professor dizendo que o máximo que lhe ofereceram foram duas ou três moedas de prata. Ouro, nem pensar!
O dono do anel respondeu que seria importante, então, saber o valor exato do anel. Sugeriu que o jovem fosse ao joalheiro para uma avaliação. E fez outra recomendação:
- Não importa o valor que lhe ofereçam, não venda esse anel.
O jovem, um tanto desanimado, foi ao joalheiro.
Depois de examinar com uma lupa o joalheiro pesou-a jóia e disse ao rapaz:
- Diga ao seu professor que, se ele quiser vender agora, não posso lhe dar mais do que cinqüenta e oito moedas de ouro.
O rapaz teve um sobressalto: “cinqüenta e oito moedas de ouro?”.
- Sim
– Retornou o joalheiro.
- Com tempo eu poderia oferecer cerca de setenta moedas, mas se a venda é urgente...
O jovem recusou a oferta e voltou correndo para dar a boa notícia ao professor. Depois de ouvi-lo, o professor falou:
- Sente-se, meu rapaz. Você é como este anel: uma jóia única e valiosa. Como toda jóia preciosa, somente pode ser avaliada por quem entende do assunto. Por acaso você imaginou que alguém poderia descobrir o seu verdadeiro valor?
Tomando o anel das mãos do rapaz, tornou a colocá-lo no dedo, completando:
Todos nós somos mais do que essa jóia: muito valiosos. No entanto, andamos por todos os mercados da vida pretendendo que as pessoas nos valorizem. Pense: ninguém pode nos fazer sentir inferiores sem nosso consentimento.
Alexandre Rangel.

Interpretação de texto II

DIÁRIO ESCONDIDO DE SERAFINA

Querido esconderijo,
Eu ainda não contei nada sobre as aulas, a escola, a professora nova, chamada Catarina (que faz aniversário no dia do professor, eu perguntei), os colegas...
Quanto a eles, os colegas, só chegou um novo, de outra escola. É outro Chiquinho, que já teve caxumba, pois eu não agüentei e perguntei. Por que fiz isso? Ora, porque me lembrei daquele Chiquinho, que também estudava na minha classe, que teve caxumba, ficou uma semana sem aparecer e só então me fez descobrir o quanto eu gostava dele!
Pois é. Parece que os Franciscos estão sempre atravessando o meu caminho. Mas esse Chiquinho novo é muito mais gato que o antigo! Sabe o que mais me impressionou nele? O olhar! Que olhos, diário! Que olhos!
Com aqueles cílios longos e tão viradinhos! Ah, e o sorriso, então? Que sorriso, que dentes branquinhos ele tem! Não tem nenhum dente remontado no outro!
Será que eu vou ficar gostando desse Chiquinho também esconderijo? Será?
Bom, agora é melhor voltar para casa, porque já faz muito tempo que estou aqui, escondida, com o diário no colo e o Chiquinho novo na cabeça. Tchau.


PENSANDO SOBRE O TEXTO

1- Observe a saudação inicial do texto e releia o trecho abaixo:

“Será que eu vou ficar gostando desse Chiquinho também esconderijo? Será?”


a) A Serafina se refere algumas vezes ao “esconderijo”. Explique como seria para você esse esconderijo?

b) Qual a relação entre o esconderijo e o diário? O que um tem haver com o outro? Explique:

2- Em que época do ano escolar Serafina anotou isso em seu diário? Explique sua resposta:

3- Aprendemos que um diário como qualquer tipo de texto precisa de uma organização da escrita em seqüência. E que essa organização pode ser cronológica, pode ser por importância de assunto ou aleatório.

a) Como foi organizado o diário de Serafina? Explique:

4- Retire do texto um trecho que comprove o uso da primeira pessoa (eu) no registro.

5- Sabemos que o uso da pontuação é muito importante em qualquer tipo de texto, e que ela pode ser muito expressiva.

a) Em que momento do texto a autora conseguiu passar para você, uma emoção a mais? Observe a pontuação!

b) Justifique a sua escolha:

6- A forma como Serafina se expressa em seu diário revela que sentimentos? Marque com um X as respostas corretas:

( ) Raiva ( ) alegria ( ) amor ( ) fé

( ) confiança ( ) impaciência ( ) curiosidade

7- Releia a frase:
“Parece que os Franciscos estão sempre atravessando o meu caminho.”


a) Explique com suas palavras o que Serafina quis dizer com essa frase.

8- Durante a nossa vida utilizamos em diversos momentos a linguagem formal e a linguagem informal, observando sempre a ocasião e o objetivo que pretendemos.

a) Nesse texto que você leu que tipo de linguagem foi usada e por quê?

9- Nas frases abaixo pinte de acordo com a legenda:

Vermelho – para os verbos.
Azul – para os substantivos.
Amarelo – para os adjetivos.

a) “...pois eu não agüentei e perguntei.”

b) “Ora, porque me lembrei daquele Chiquinho...”

c) “Com aqueles cílios longos e tão viradinhos!”


Interpretação de texto

Camelô caprichado

“Senhoras, senhoritas, cavalheiros! – estudantes, professores, jornalistas, escritores poetas, juízes – todos os que vivem da pena, para a pena, pela pena! – esta é a caneta ideal, a melhor caneta do mundo (marca Ciclope!), do maior contrabando jamais apreendido pela Guardamoria! (E custa apenas 10 reais).
"Esta é uma caneta especial que escreve de baixo para cima, de cima para baixo, de trás para diante e de diante para trás! – (Observem!) Escreve em qualquer idioma, sem o menor erro de gramática! (E apenas 10 reais!)
“Esta caneta não congela, com o frio nem ferve com o calor; resiste à umidade e pressão; pode ir à Lua e ao fundo do mar, sendo a caneta preferida pelos cosmonautas e escafandristas. Uma caneta para as grandes ocasiões: inalterável ao salto, à carreira, ao mergulho e ao voo! A caneta dos craques! Nas cores mais modernas e elegantes: verde, vermelha, roxa... (apreciem) para combinar com o seu automóvel! Com a sua gravata! Com os seus olhos!... (Por 10 reais).
“Esta caneta privilegiada: a caneta marca Ciclope, munida de um curioso estratagema, permite mudar a cor da escrita, com o uso de duas tintas, o que facilita a indicação de grifos, títulos, citações de frases latinas, versos e pensamentos inseridos nos textos em apreço! A um simples toque, uma pressão invisível (assim!) a caneta passa a escrever em vermelho ou azul, roxo ou cor-de-abóbora, conforme a fantasia do seu portador. (E custa apenas 10 reais!).
"Adquirindo-se uma destas maravilhosas canetas, pode-se dominar qualquer hesitação da escrita: a caneta Ciclope escreve por si! Acabaram-se as dúvidas sobre crase, o lugar dos pronomes, as vírgulas e o acento circunflexo! Diante do erro, a caneta pára, emperra – pois não é uma caneta vulgar, de bomba ou pistão, mas uma caneta atômica, sensível, radioativa. Candidatos a concursos, a cargos públicos, a lugares de responsabilidade! – a caneta Ciclope resolve todos os seus problemas ortográficos e caligráficos! E ainda mais esta caneta não apenas escreve, mas pensa! (E por 10 reais.)
“Não mais dificuldades de rima nem de concordância! Com esta caneta pode-se escrever com igual facilidade, qualquer romance policial, peça de teatro, folhetim, artigos, crônicas, procurações e testamentos! Tudo rápido, correto, limpo! Cartas de negócio e cartas de amor! Tudo com o mesmo sucesso: porque esta caneta Ciclope (como o nome esta dizendo) é um gigante que transporta qualquer idéia para qualquer lugar (e custa apenas 10 reais: a melhor caneta, do maior contrabando!)
“A caneta Ciclope não mancha nem enferruja, não acaba nunca, e tem um curioso dispositivo, nestes dois ganchos, podendo ser usada no bolso do paletó ou na manga da camisa! Dourada, prateada, com belos complementos coloridos – é a caneta de escritores, escrivães, escriturários – jornalistas, radialistas, desportistas – (com o mesmo sucesso em qualquer gênero!) – do promotor e do acusado, de todos os que vivem da pena, para a pena e pela pena! (Por 10 reais!)
"Senhoras, senhoritas, cavalheiros, aqui está um bloquinho de papel: Experimentem! Experimentem! Apreciem as tintas, os ganchos, as cores, o ouro e a prata (inoxidáveis!): experimentem a maciez, a presteza, a velocidade, a exatidão! (Por 10 reais!)
"Qualquer pessoa pode ficar célebre, de um momento para outro com o simples uso da caneta Ciclope: uma caneta que escreve, uma caneta que pensa! Exclusiva! Original! Sem precedentes! (E apenas por 10 reais!)
(Ainda não pude comprar a caneta maravilhosa, porque há multidões ao redor do camelô. Mas sua arenga – como as dos tempos eleitorais – não é rica só de esperanças, mas também de severas ameaças para os que vivem da pena, para a pena, e pela pena!...)

Retirado do livro Escolha o seu sonho, de Cecília Meireles. Rio de Janeiro, Record, 1994

1- Você já descobriu o que são camelôs? Escreva tudo o que sabe sobre eles nas linhas abaixo.

2- O camelô do nosso texto vendia canetas. Mas canetas especiais! Ao longo do texto, ele enumera muitas qualidades da caneta Ciclope. Organize essas qualidades de acordo com os grupos abaixo:

Grupo 1: As qualidades são reais, iguais as outras canetas.

Grupo 2: As qualidades são impossíveis, são mágicas, são uma “enganação”.


3- A palavra “pena” pode ter diferentes significados. Registre abaixo os que você lembrar e depois consulte o dicionário para verificar se você conhecia todos os sentidos da palavra.
Em qual ou em quais sentidos a palavra pena é empregada no texto?

4- Pense agora nas profissões citadas no texto e escreva quem são as pessoas que:

· Vivem da pena, para a pena, pela pena (no sentido de “escrita”):

Vivem da pena, para a pena, pela pena (no sentido de “penalidade legal ao descumprimento da lei”):

5- Analisando o trecho abaixo, você vai observar um dos recursos que o camelô utiliza para vender seu produto:

(...) esta é a caneta ideal, a melhor caneta do mundo (marca Ciclope!), do maior contrabando jamais apreendido (...)
(...) Escreve em qualquer idioma, sem o menor erro de gramática!


a) Que recurso ele usou nesse trecho?

b) Copie do texto mais duas expressões em que ele usou o mesmo recurso.

6- Explique o uso das “aspas” no texto.

7- Reescreva o trecho abaixo como se falasse de duas canetas:

“A caneta Ciclope não mancha nem enferruja, não acaba nunca, e tem um curioso dispositivo, nestes dois ganchos, podendo ser usada no bolso do paletó ou na manga da camisa!

terça-feira, 14 de abril de 2009

frase do dia


" Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação"

Mario Quintana

aliteração e assonância

Ouça e veja o video.

A) Que tipo de figura de linguagem aparece na música Mulato de caetano Veloso?

b) Que efeito essa figura causa à música?

Para entender melhor o que são as onomatopeias assista o video abaixo;

LÍNGUA PORTUGUESA



O QUE MUDA COM A REFORMA DA LÍNGUA PORTUGUESA


As novas regras da língua portuguesa devem começar a ser implementadas em 2008. Mudanças incluem fim do trema e devem mudar entre 0,5% e 2% do vocabulário brasileiro. Veja abaixo quais são as mudanças.

HÍFEN
Não se usará mais:

1. Quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra", "infrassom".

Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r – ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado", "inter-resistente" e "super-revista"

2. Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente.
Exemplos: "extraescolar", "aeroespacial", "autoestrada"

TREMA
Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados

ACENTO DIFERENCIAL

Não se usará mais para diferenciar:

1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição)
2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o artigo)
3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo")
4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da preposição com o artigo)
5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e "pera" (preposição arcaica)

ALFABETO
Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"

ACENTO CIRCUNFLEXO

Não se usará mais:
1. Nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem", "deem", "leem" e "veem"

2. Em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se tornam "enjoo" e "voo"



ACENTO AGUDO

Não se usará mais:
1. Nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia"
2. Nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca"
3. Nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i". Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, argúem.

GRAFIA

No português lusitano:

1. desaparecerão o "c" e o "p" de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como "acção", "acto", "adopção", "óptimo" -que se tornam "ação", "ato", "adoção" e "ótimo"


Vamos exercitar?


1. Reescreva as seguintes frases fazendo as alterações necessárias:

A) “A idéia de uma ortografia igual para todos os (hoje oito) países lusófonos é sustentada por este argumento”
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

B) “Eu te perdôo por errar!”
____________________________________________________________________________________________________________

C) “A única vez que usei lingüiça foi ontem.”
____________________________________________________________________________________________________________

D) “A Gol não pára de inovar.”
____________________________________________________________________________________________________________

E) “Vocês não lêem como deveriam.”
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________

F) “O superhomem não vai errar as regras.”
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________

G) “Esse exercício é jóia.”
_______________________________________________________________________________________

02. Escreva as letras do alfabeto de forma correta:
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

domingo, 5 de abril de 2009

Identifique no poema a baixo as figuras de linguagem que nele aparecem e explique-as.
Poema Circense
Jose Paulo Paes

Atirei meu coração ás areias do circo como se atira ao mar âncora aflita. Ninguém bateu palmas. O trapezista sorriu, o leão farejou-me desdenhosamente, o palhaço zombou de minha sombra fatídica. Só a pequena bailarina compreendeu.
Em suas mãos de opala, meu coração refletia as nuvens de outono, os jogos de infância, as vozes populares Depois de muitas quedas, aprendi. Sei agora vestir, com razoável destreza, os risos da hiena, a frágil polidez dos elefantes, a elegância marinha ds corcéis. Todavia, quando as luzes se apagam, readquiri antigos poderes e voo. Voo para um mundo sem espelhos falsos, onde o sol devolve a cada coisa a sombra natural e onde não há aplausos, porque tudo é justo, porque tudo é bom.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Triste despedida







Após 15 dias chegou a triste hora....